domingo, 31 de outubro de 2010

Todo Mundo Mente

Essa é a frase preferida do médico mais cativante da TV atualmente. Dr. Gregory House é o nome dele. Com suas doses cavalares de sarcasmo (e de Vicodin) nos momentos mais inesperados, ele resolve casos aparentemente insolúveis com diagnósticos mirabolantes e impensáveis, fazendo de seus pacientes verdadeiras cobaias de suas teorias. É um gênio. Mas um gênio insuportável. Podemos até achar divertidas as piadas de mau gosto que ele faz com seus colegas de trabalho (sejam eles superiores ou subordinados) e com seus pacientes, mas lá no fundo nos sentimos gratos por não termos que conviver com ele.
Por sinal, é interessantíssima a relação que ele tem com estes colegas de trabalho e com os pacientes. House diz não se importar com ninguém. Mas está sempre importunando suas vidas (nos dois casos). Talvez por curiosidade, ou talvez por achar divertido irritar os outros, ele tenta descobrir até o último motivo que faz uma pessoa ser do jeito que é e agir do jeito que age. E ele o faz humilhando-a, expondo os detalhes de sua vida para todos verem. E ainda faz questão de deixar claro que não se importa com eles. Então por que se interessa tanto por suas vidas? Meio contraditório, não? Claro que no caso dos pacientes é relevante, pois esses detalhes podem contribuir com o diagnóstico. Mas em relação à sua equipe não faz muita diferença ter conhecimento ou não de sua vida pessoal. Para House, nesse caso, esse conhecimento pode ser um futuro objeto de chantagem ou, novamente, fonte de diversão.
Outro aspecto em relação a seus pacientes é que House faz questão de não conhecê-los. De acordo com a Dra. Cuddy, sua chefe, ele faz isso pois a partir do momento que tem um paciente como uma pessoa de verdade e não somente como um conjunto de sintomas, ele vai passar a se importar com ele. Talvez seja verdade. Ou ele só não quer conhecer o paciente para não ter dezenas de pessoas indicadas para se consultar com ele depois. Quem sabe?
Já em relação aos médicos de sua equipe, um ponto interessante é que, apesar de o acharem um idiota insuportável, eles acabam gostando dele, e pelos mesmos motivos que o tornam tão insuportável: seu sarcasmo inigualável e sua sede de solucionar os casos a todo custo. Este último principalmente, pois eles sabem que, ao contrário do que House diz, ele não se empenha tanto em descobrir os diagnósticos só por curiosidade, e sim porque ele quer que seus pacientes melhorem. Por alguma razão ele esconde isso atrás de seu sarcasmo e de sua bengala. E todos fingem que não veem. Porque querem esse House insuportável. Querem esse House único.
É uma boa hipótese. Todos queremos que House seja, na verdade, uma boa pessoa. Mas não temos certeza de nada em relação a ele. Na verdade, no final das contas, só conseguimos obter duas certezas: 1 – Todo mundo mente; 2 – Nunca é lúpus.








House e sua equipe em foto promocional da 2ª temporada





House e equipe em foto promocional da 6ª temporada





Foto promocional da 7ª temporada




Assista ao vídeo promocional da 7ª temporada:




Assista também ao vídeo promocional do DVD da 1ª temporada:

Amanda Barbosa Sobrinho n° 03

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